Assassinato de LGBT no Brasil

O relatório sobre Assassinato de LGBT no Brasil do Grupo Gay da Bahia, GGB, foi publicado e logo toda a imprensa brasileira passou a noticiar que o Brasil é o país que mais se mata homossexuais no mundo. Contudo, além do documento ser pouco confiável, pois se baseia em notícias da imprensa – que habitualmente publica os “fatos” da forma que gerar mais audiência, há uma série de informações que não estão bem esclarecidas ou estão tentando forçar a barra para sustentar suas ideias.

Vamos ao relatório:

O que chama mais atenção é que o número de assassinatos de LGBT no Brasil teve um drástico aumento durante os governos petistas, ou seja, durante o governo Lula e Dilma nunca se matou tanto homossexual na história do Brasil.

Mais de 80% dos autores dos assassinatos de LGBT no Brasil eram namorados ou amantes das vítimas

O autor da pesquisa, neste ano, tenta desfazer a ideia de que a maioria dos autores dos assassinatos de LGBT no Brasil eram os próprios parceiros, cujo a motivação era desentendimentos passionais como o relatório de 2016 denunciava, onde afirmava que dentre os criminosos identificados, “praticamente a metade mantinha contactos próximos com a vítima, seja como companheiro atual (27%) ex-amante (7%) e parentes da vítima (13%). Clientes, profissionais do sexo e desconhecidos em sexo casual foram responsáveis por 47,5% desses crimes de ódio. Ou seja, em 2016, 81,5% dos criminosos mantinham ou tiveram alguma relação sexual ou amorosa com as vítimas. No relatório de 2017, o GGB propositalmente não analisou mais essa informação

Não bastasse excluí essa informação no relatório de 2017, o autor ainda diz que, segundo a pesquisa, “37% das mortes ocorreram dentro da própria residência das vítimas e 56% em vias públicas”, e ao final da pesquisa, como uma das soluções para conter o crescente aumento de assassinato de LGBT no Brasil, recomenda que “os próprios gays, lésbicas e trans evitem situações de risco, não levando desconhecidos para casa e acertando previamente todos os detalhes da relação”, ou seja, os crimes envolvendo relações amorosas ou sexuais continuaram e são alarmantes, mesmo ele escondendo esse dado no relatório de 2017.

58 mortes foram suicídios

Para o GGB, homossexual que comete suicídio também deve constar nas estatísticas de crimes por motivação preconceituosa. Sendo assim, os 58 casos registrados pela imprensa em 2017 de homossexuais que cometeram suicídio devem constar como “assassinato de LGBT no Brasil”.

12 vítimas não eram homossexuais.

O relatório ainda contabiliza como assassinato de LGBT no Brasil os homossexuais que foram morar em em regiões marginais da cidade por se sentirem pressionados ou descriminados por parentes e acabaram sendo assassinados.

A maioria dos homicídios podem não ter tido motivação preconceituosa

Segundo o relatório, Chico Branco, o senhor de 75 anos de idade que foi assassinado na cidade de Assú/RN, também deve constar nas estatísticas de crimes motivados por homofobia, mesmo não havendo indícios que o menor de 17 anos que o assassinou tenha motivação homofóbica. Aliás, segundo a própria imprensa, a motivação foi a mera futilidade de uma discussão horas mais cedo.

Das 445 mortes registradas no relatório de 2017 do GGB:

  • 58 foram suicídios;
  • 12 eram heterossexuais;
  • Seguindo o aumento nos crimes, 90% dos assassinos eram parceiros, casuais ou estáveis, das vítimas;
  • Houve substancial aumento nos crimes durante os governos petistas que tanto o ativismo LGBT defende

Mesmo inflamando os números e o real problema acontecer entre os próprios homossexuais, afastando a ideia de que os heterossexuais – inclusive o cristãos de forma geral, como gostam de brandar para os 4 cantos, serem os autores dos crimes de homofobia, o autor insiste em afirmar que a solução para isso passar por “educação sexual e de gênero para aos jovens e à população em geral o respeito aos direitos humanos dos LGBT, aprovação de leis afirmativas que garantam a cidadania plena da população LGBT, equiparando a homofobia e transfobia ao crime de racismo”,  como se um homossexual tivesse menos direitos do que qualquer outro indivíduo só por ser homossexual.

Por fim, constata-se ao lê o relatório,  que se um homossexual for morto, logo é homofobia. Não importa se ele tem dívida com tráfico, se pratica ilícitos ou foi vítima da criminalidade do país. Morreu? Era gay? Então é homofobia, logo todo esforço é válido para se inserir nas escolas e para nossas crianças a famigerada e perversa ideologia de gênero

Apesar de que o assassinato de qualquer indivíduo deve ser tratado com imensa relevância, principalmente em um país com 60 mil homicídios anuais, e no caso desse relatório, chama-me a atenção o alto número de adolescente e até crianças envolvidas, não é com mentiras, distorções ou apelações que iremos resolver esse problema.

Basta de #FakeNews

Relatorio 2017

Relatório 2016

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