Política e Sociedade,

Bolsonaro estava certo sobra a China

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Jair Bolsonaro ao falar que irá privatizar diversos setores da economia de forma gradual e equilibrada, faz uma ressalva: os setores estratégicos do país não podem ser entregues nas mãos de qualquer indivíduo, muito menos os chineses.

Seu receio é de que a China, através do seu poder econômico, influencie a política no Brasil a favor dos seus próprios interesses. Contudo ao defender uma restrição na abertura econômica do Brasil, no caso, os chineses, diversos setores, liberais e empresários, criticaram o deputado carioca afirmando que ele não era “privatizador” o suficiente ou que essa restrição de negócios com a China não passava de uma “teoria da conspiração”.

Essa mesma ressalva – de fazer negócios com a China, é feita pelo o presidente dos EUA, Donald Trump, pois sabe do tamanho do poder e a ameaça à liberdades e a democracia que significa a influência chinesa na soberania nacional. Tanto é a preocupação do presidente americano que tem empreendido constantes esforço na busca da “repatriação” dos investimentos das empresas americanas em solo americano. Não é apenas para fazer com que a economia americana cresça, gere emprego, renda e arrecadação de impostos, mas, sobretudo, para reduzir o poder econômico da China e, consequentemente, a influência política o Partido Comunista Chinês.

Contudo a Folha de São Paulo entrevistou um pesquisador europeu, Bener, que alertou para o risco latenta da influência de país autoritários como a China e a Rússia nos países de economia liberal como EUA e Brasil. Nessa entrevista ele deixou claro que se o Brasil tiver um candidato que possa vencer as eleições que esteja comprometido com uma agenda liberal e democrática a China iria influenciar de um modo ou de outro nas eleições.

Bener cita o exemplo da Austrália que depende muito da China na comercialização da matéria-prima. Nas últimas eleições os chineses foram responsáveis por 80% das doações para os candidatos australianos. A Grécia, onde a China comprou a maioria dos portos, tem se posicionado a favor da China nas plenárias do Parlamento Europeu, votando resoluções contra os Direitos Humanos que atingem o método de produção chinês.

Com essa entrevista a Folha de São Paulo corrobora a preocupação mais do que legítima de Jair Bolsonaro em não fazer negócios com a China de nenhuma espécie, pois sabe do pesadelo que poderá enfrentar caso o país asiático venha a aumentar sua influência econômica no Brasil

http://expressonacional.com/bolsonaro-estava-certo-sobre-o-perigo-de-se-fazer-negocios-com-a-china/